Paraná perdeu R$ 14 bilhões com violência no trânsito em 2015
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O Estado do Paraná perdeu o equivalente a R$ 14,05 bilhões no ano passado com a violência no trânsito.

Esse é o impacto econômico provocado pelos 27.535 mil casos de invalidez permanente e a morte de 3.159 pessoas, resultantes de colisões e atropelamentos. O cálculo refere-se à interrupção da atividade produtiva como resultado da incapacidade de trabalho. Os dados fazem parte do estudo Estatísticas da Dor e da Perda do Futuro: novas estimativas, do economista Claudio Contador, diretor do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros, e Natalia Oliveira, coordenadora do CPES.

O relatório, que toma por base os indicadores do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), indica uma perda equivalente a 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. “É assustador o número de brasileiros mortos e feridos por ano. Segundo a Organização Mundial de Saúde, somos destaque nesta triste estatística. Em 2010, estávamos atrás apenas de China, Índia e Nigéria”, analisa Claudio Contador. De acordo com os números do estado, é como se 75 pessoas se tornassem inválidas permanentes por dia, uma média de três pessoas por hora.
O impacto econômico da violência no trânsito corresponde a duas vezes à arrecadação da Prefeitura de Curitiba, que foi de R$ 6,67 bilhões em 2014. O valor também é 10 vezes maior que as despesas do município na área de Saúde (R$ 1,39 bilhões) ou 12 vezes o investimento em Educação (R$ 1,14 bilhão), no mesmo ano.

No Brasil, a cada ano, cerca de 664 mil pessoas se envolvem em acidentes de trânsito. Deste total, 43 mil são vítimas fatais e 525 mil sofrem invalidez permanente. O impacto econômico decorrente da incapacidade para o trabalho é de R$ 197 bilhões, ou 3,34% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Segundo Natalia Oliveira, coordenadora do CPES e coautora do estudo, no Brasil, a grande maioria das vítimas está em idade ativa: 90,4% concentram-se na faixa etária de 18 a 64 anos. Ou seja, pertencem a um grupo em plena produção de riquezas para a sociedade. O impacto econômico causado pela perda de mão de obra é chamado de Valor Estatístico da Vida (VEV), ou seja, o quanto a pessoa deixa de produzir anualmente por morte ou invalidez. No Brasil, este valor é de
R$ 2.200 e no estado do Paraná de R$ 2.390.

O VEV tem por base outra pesquisa em que foi levado em conta o perfil da população em cada estado (sexo, faixa etária, renda per capta, produção etc). Por isso, os valores variam tanto de um estado para outro Do total de vítimas fatais do trânsito, 74% são homens e 26%, mulheres. Entre os homens mortos, 92% têm entre 18 e 64 anos. “Isso significa que essas pessoas deixam de produzir para o país e para suas famílias, em um efeito cascata que gera uma perda imensa”, afirma Natalia.

Os acidentados concentram-se na faixa etária de 18 a 64 anos (90,4%). Ou seja, pertencem a um grupo em plena produção de riquezas para a sociedade, o que gera forte impacto no Valor Estatístico da Vida (VEV).

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