Quinta, 14 Janeiro 2021 11:32

Raio-X

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Parece pouco, mas são vidas!

200 mil pessoas mortas pela Covid-19, no Brasil. No início, pessoas, consideradas apenas números distantes. Hoje, conhecemos pessoas que se foram. Conhecemos famílias que sofreram muito. Conhecemos pessoas que estão com sequelas por causa da pandemia.

Mas há quem diga que isso não é nada. 200 mil pessoas que se foram. 200 mil vidas! Só no Brasil.

Fizemos um levantamento do que representa essa tragédia. Usamos a região sudoeste, a nossa região, para especificar com dados populacionais estimados pelo IBGE, para dimensionar o tamanho da tragédia. É como se varrêssemos do mapa os municípios a seguir: O sudoeste do Paraná é composto por 42 municípios. Confira o mapa da tragédia que a pandemia representa.

 

 

Tudo diferente

O ano de 2021 inicia com notícias diversas de um ano atrás. No início de 2020, o País tratava da organização do Carnaval, das Olimpíadas, das eleições municipais, das eleições nos Estados Unidos e até com um crescimento de cerca de 3%. Veio uma pandemia e tudo ficou diferente, teve que ser repensado e novas estratégias mudaram conceitos, provocaram novas atitudes e se fez um olhar para dentro das pessoas, das famílias, das empresas, enfim, da nossa vida, que passou a valer ouro. A questão era sobreviver, passar por esse tempo feio, imprevisto e que foi trágico para cerca de 200 mil famílias brasileiras que perderam entes colhidos pelo Coronavírus e por milhares e milhões que tiveram que se encolher no isolamento e superar o desconhecido da ciência, da humanidade.

 

Diferente mesmo!

Esse ano! Não tivemos as notícias de tragédias do Reveillon, das enchentes na região sudeste e em Santa Catarina. Tivemos notícias de esperança. Esperança de vacina para combater a Covid-19, mas por outro lado, estamos sendo abastecidos de notícias de irresponsabilidades que estão causando o aumento de casos, de óbitos, depois de uma trégua nos meses de agosto, setembro e outubro. Terceirizamos a irresponsabilidade: a culpa é das eleições municipais que aconteceram em novembro (reuniões) e agora, das visitas para matar a saudade da família?! Não! Para matar a saudade das baladas, do mar, da praia. Com isso, vemos popularizado no Brasil e no mundo o grande terror: Desemprego, aluda-se, vende-se e encerramento de atividades.

 

O que nos reserva...?!

O futuro? O presente? Muitas incertezas. Na saúde, que tem a porta da esperança, na vacina. Na educação, que terá aulas híbridas e o distanciamento social das crianças e dos professores. Na economia que terá o enfrentamento da crise que parece atordoar o sono dos gestores de empresas, das famílias e do setor público. Como suportar mais um tempo, como conduzir a vida social, os negócios e como buscar oportunidades? Isso. Oportunidades. Enquanto uns se derretem e até torcem pelo pior, precisamos nos reinventar, buscar novos mecanismos e proporcionar um novo olhar para o momento e vislumbrar o futuro.

 

Precisamos foco e realidade

Não há como sair de uma emboscada, sem estratégias, sem planejamento. A calma é fundamental. O foco na solução e nas oportunidades. Mas nada disso, sem deixar de analisar a realidade, pois precisamos de embasamento, de solidez de pensamento e personalizar a estratégia para sairmos da crise, que assola o mundo. Uns estão ganhando muito dinheiro. Na Guerra, ganha quem vende a arma e a munição. Quem tem tecnologia, mercado, produção e ciência da necessidade para superar o inimigo. Nessa luta muitos morrem. Cá entre nós: Já morreu gente demais, já sofremos demais. O que aprendemos? Para onde vamos?

 

Privado x Público

Nessa luta (guerra para muitos), fala-se em reinvenção. Em novas atitudes. Tivemos há poucos dias as eleições municipais. Vitórias e derrotas. Há 13 dias, novos gestores e legisladores tomaram posse. Como estão visionando o futuro dos municípios? A máquina pública continuará extraindo a maior fatia do bolo fabricado pela carga tributária? Os gestores estão buscando estratégias de eficiência sem onerar os cofres públicos? Lembrem-se: Os setores público e privado precisam andar em parceria. O setor privado, as pessoas físicas e jurídicas não suportam mais arcar com o alto custo da máquina pública e serviços em grande parte, de péssima qualidade. O setor privado está segurando empregos (até onde pode), empresas abertas e pagando os tributos. Qual é a contrapartida do setor Público? Fiquemos de olho e ligados!!!

 

Precisamos positivismo com ações

Ao olharmos o grau de dificuldades, vemos profissionais de saúde, gestores públicos e privados, buscando forças para superar o momento. Porém, temos muitos que por comprarem o ingresso, se acham no direito de criticar, de rebaixar e desvalorizar os esforços. Temos os que dizem que precisamos ser positivos, ser pessoas pra frente, mas só ficam no discurso, falta-lhes ações. Não podemos ignorar o momento, mas não podemos nos deixar ser engolidos. Vamos sair dessa, primeiramente, respeitando as pessoas, fazendo a nossa parte. O que precisamos fazer? Nos prevenir!!! Usar máscara, fazer a higienização com água, sabão e quem puder, com álcool em gel e evitar as aglomerações. Mas não dá pra ficar em casa!!! Ninguém está pedindo pra ficar em casa, mas ao sairmos, levemos conosco a responsabilidade e o respeito. Mas a vacina está vindo e tudo será resolvido!

 

Não é bem assim!

A vacina está chegando. O Butantan, por exemplo, tem prontas 10 milhões de doses de vacina contra a Covid-19. Isso não atende o estado do Paraná que tem mais de 11 milhões de habitantes. Mas lembre-se: é só para a primeira dose. Tem a segunda dose. O Butantan está há 30 dias fabricando a vacina. No Brasil, são mais de 220 milhões de habitantes. O Mundo tem mais de 7 bilhões de habitantes. Hoje, temos apenas iniciação na fabricação de vacinas. Mas não é só isso. Precisamos de seringas, de agulhas, de algodão, de álcool, e do mais importante: pessoal e logística. Estamos temendo dificuldades no Brasil que tem no mundo, a melhor estratégia de vacinação, graças ao SUS. O vírus não tem muralha que segure, ele está em todo o mundo. Então, todos devem ser protegidos!!! Façamos a nossa parte e lutemos pela vida!!!

 

Em tempo...

Não é o vírus que circula. Nós é que circulamos e levamos o vírus, inclusive, para dentro de nossas casas!

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