Terça, 13 Julho 2021 11:26

Unioeste: Núcleo de Desenvolvimento Regional será aliado para retomada do crescimento econômico

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Numa época que a economia mundial está atravessando uma de suas piores crises econômicas, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, as Instituições de Ensino Superior (IES) serão fundamentais, tanto no que tange a transferência de tecnologia, como também no quesito base de fundamentação científica.

Nesse aspecto, a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) conta atualmente com o Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR) sediado no Campus de Toledo.

 

O NDR foi criado em 2014 com o objetivo de produzir estudos e pesquisas sobre o desenvolvimento regional, logística, agronegócio, estudos populacionais e outras atividades ligadas ao desenvolvimento econômico. O Núcleo é integrado aos Programas de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Agronegócio (PGDRA), Pós-Graduação em Economia (PGE), colegiado de Ciências Econômicas do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA). Também é formado pelo Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Regional e Agronegócio (GEPEC), Transporte, Logística e Modelagem de Sistemas (TRANSLOG), Desenvolvimento, Trabalho e Gênero e Grupo de Pesquisa em Inovações Tecnológicas para o Desenvolvimento Territorial Inovador GPINOVA. O Núcleo conta com a participação de pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e universidades canadenses, Latinoamericanas, Americanas e europeias.

 

Vinculado ao Núcleo há vários projetos em andamento, dentre eles o projeto Desigualdades Regionais na Faixa de Fronteira Sul do Brasil, financiado pela Fundação Araucária e CNPq, iniciado em 2017 e que ganhou relevância nacional, sendo uma importante fonte de dados multidisciplinar. Os dados são coletados com pesquisas de campo e também levantamentos de informações, pesquisas bibliográficas, entre outros métodos.

 

O professor Jandir Ferrera de Lima, responsável pelo projeto, explica que os dados da pesquisa corroboram com os esforços para o desenvolvimento regional. Dentre os dados utilizados se destaca o Produto Interno Bruto (PIB), soma de riquezas, bens e serviços. A região Oeste do Paraná é responsável por 16,2% do PIB (Produto Interno Bruto Nacional) da Faixa de Fronteira, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

No arco Sul da Faixa de Fronteira, a economia regional evoluiu de uma matriz totalmente agrícola para a diversificação industrial, sendo que ambas são as principais fontes de renda da população, em especial no Oeste e Sudoeste do Paraná. O arco Sul da Faixa de Fronteira envolve 139 municípios. A perspectiva é levar esses dados científicos, para uma ampla discussão junto à Associação dos Municípios do Oeste (AMOP), Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Associações Comerciais e Industriais, Associações de Produtores Rurais, entre outros. “Nossas pesquisas trazem dados e informações referentes à economia tanto do Paraná, como dos outros dois estados do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catariana”, aponta o professor Jandir Ferrera de Lima.

 

O NDR conta com um arsenal de informações relevantes no que tange pesquisas cientificas na área de desenvolvimento socioeconômico, desde relatórios de pesquisas de iniciação científica até teses de doutorado. Informações ricas, todas com elementos científicos, também podem ser encontradas em artigos científicos, publicados em revistas de importância nacional e internacional. Atualmente, as pesquisas realizadas no âmbito do NDR se utilizam de metodologias de reconhecimento mundial e servem como parâmetro para a elaboração de estudos subsequentes, bem como parcerias e outras ações que envolvem o ensino superior.

 

Oeste do Paraná

 

Conforme pesquisas do Núcleo, a região Oeste do Paraná é uma das mais dinâmicas do País. O Paraná constitui a quinta maior economia estadual do País, respondendo por cerda de 5% da população nacional. Sua economia apresenta marcante perfil agroindustrial, do qual despontam a produção de grãos como soja, milho e trigo e etapas posteriores de agregação de valor nas áreas de óleos vegetais, laticínios e de proteína animal, com destaque à produção de carne de aves. Conta também com importante atividade industrial, que se diversifica desde a produção de bens de consumo não duráveis, de insumos (madeira, papel e celulose e petroquímicos), bens ser duráveis como automóveis até bens de capital como tratores, caminhões e máquinas e equipamentos

 

A coordenadora do NDR, a professora Crislaine Colla, elucida ainda que os estudos científicos do NDR convergem com dados estatísticos, que também registram a potencial da região. Além desses indicadores, as pesquisas também constatam o panorama de desigualdades. Mais informações podem ser obtidas em aqui

 

Sinais de recuperação

 

A economia já está apresentando sinais de recuperação. O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná apresentou crescimento de 2,3% no primeiro trimestre de 2020, na comparação com igual período do ano anterior, segundo cálculos divulgados nesta quarta-feira (22) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Planejamento e Projetos Estruturantes.

 

O resultado positivo foi obtido principalmente pelo desempenho da agropecuária, que registrou aumento de 14,96%, puxado por uma supersafra de grãos de verão.

O Produto Interno Bruto brasileiro apresentou retração de 0,3% no primeiro trimestre de 2020. No resultado com ajuste sazonal, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o PIB do Paraná teve alta de 1,28%, enquanto no país a queda foi de 1,5%.

 

No primeiro trimestre o PIB do Paraná somou R$ 128,92 bilhões. Além do bom desempenho do agronegócio, que é responsável por cerca de um terço do PIB paranaense, os impostos líquidos de subsídios também apresentaram resultado positivo de 0,61% no período.

 

A indústria, que engloba os segmentos de transformação, construção civil e serviços industriais de utilidade pública (energia elétrica, água, esgoto e gás), registrou pequena retração de 0,42%, afetada pela diminuição dos reservatórios e a menor produção de energia elétrica. O segmento de serviços teve redução de 0,09%. O PIB representa a soma dos valores dos bens e serviços finais produzidos no País, Estados ou Municípios em determinado período e serve para medir a evolução da economia.

 

Texto: Mara Vitorino

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