Estudo rejeita a idéia de que beber um pouco faz bem
Pesquisadores jogaram um balde de água fria na idéia de que beber moderadamente previne doenças cardíacas, citando o fato de que muitos estudos incluem abstêmios num grupo de controle, mas não perguntam por que eles não bebem.
Vários estudos respeitáveis concluíram que beber pouco ou moderadamente - até duas doses por dia, regularmente - reduz o risco de doenças cardíacas. Alguns estudos apontaram também redução no risco de alguns tipos de câncer. Mas uma equipe da Universidade de Victoria (Columbia Britânica, Canadá) e da Universidade da Califórnia, em São Francisco, analisaram 54 estudos e concluíram que apenas sete deles diferenciavam os abstêmios por opção daqueles que haviam parado de beber por razões de saúde. Portanto, o fato de bebedores moderados morrerem menos que os abstêmios pode se dever ao fato de que muitos no grupo de controle pararam de beber por terem a saúde abalada, e não porque o álcool seja bom para a saúde. Nos sete estudos que incluíam pessoas que não bebiam álcool havia muito tempo, por opção, não havia diferença na incidência de doenças cardíacas entre os grupos de abstêmios e bebedores. "A arraigada crença de que beber pouco ou moderadamente protege contra doenças coronarianas teve grande influência sobre a política para o álcool e para os conselhos dos médicos aos seus pacientes mundo afora", disse Tim Stockwell, do Centro de Pesquisas de Dependências da Universidade de Victoria, em nota. "Essas conclusões sugerem que é preciso cautela ao recomendar o consumo leve de bebida a abstêmios, pela possibilidade de que isso possa ser mais aparente do que real", acrescentou. Em artigo na revista "Addiction Research and Theory", os pesquisadores disseram que futuros estudos devem ser planejados levando em conta a razão pela qual os abstêmios não bebem. ”Sabemos que pessoas mais velhas que bebem um pouco normalmente são mais saudáveis que seus pares que não bebem - disse Kaye Fillmore, da Escola de Enfermagem da Universidade da Califórnia. - Nossa pesquisa sugere que o consumo leve de bebidas é um sinal de boa saúde, não necessariamente sua causa. Muita gente reduz a bebida ao ficar mais velha por várias razões de saúde”, emendou. Sexo faz bem à saúde Faça sexo. A mais vital das atividades físicas humanas faz bem para a saúde, inclusive a mental. São tantos os benefícios que, além dos psicólogos, os médicos também passaram a recomendá-lo - embora as relações sexuais não sejam remédio ou tratamento, propriamente dito. Melhor assim, pois está garantido que não há contra-indicações ou efeitos colaterais, nem mesmo é preciso usar com moderação. Assim como alimentação saudável e exercícios regulares, a atividade sexual regular alivia o estresse, ajuda no combate à depressão, revitaliza o corpo, estimula a mente e ainda é um excelente exercício aeróbico e anaeróbico. Mas como entender todos os efeitos do sexo? Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Prosex (Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo), explica: "O sexo é um termômetro da saúde física e emocional do ser humano. Quem tem uma vida saudável tem um desempenho sexual satisfatório. No entanto, as pessoas que praticam relações sexuais com regularidade conseguem equilibrar seus hormônios e estimular suas potencialidades. Elas são mais felizes com elas mesmas". Conseqüentemente, diz Carmita, "aumentam a auto-estima e o ânimo para trabalhar e para enfrentar os problemas do dia-dia". Deixar de fazer sexo pode fazer mal à saúde, se não for algo muito bem resolvido: "Quando é uma opção deliberativa, por exemplo, a religião não permite, a pessoa canaliza a energia sexual para outras atividades. Já alguém que tem o desejo, mas reprime, corre o risco de sofrer de doenças psicossomáticas, como úlcera, infarto, asma brônquica e estresse", avalia o psiquiatra e sexólogo Ronaldo Pamplona da Costa, membro da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana. Isso ocorre, diz Costa, porque o inconsciente transfere para o corpo suas repressões e desejos. Não é a toa que o sexo transforma, felizmente para melhor, o desempenho físico e psíquico de seus praticantes, já que ele modifica toda a química do corpo. Entre as diversas substâncias liberadas no ato sexual está a endorfina. Essa proteína afeta mecanismos cerebrais que controlam o humor, a resistência ao estresse e à dor e, principalmente, as sensações de prazer. O sexo também é considerado um exercício físico relaxante: "Quem pratica alivia as tensões e descarrega energia, ativando o metabolismo. É comum sumirem as dores de cabeça ou nas costas", afirma Turíbio Leite, especialista em medicina esportiva. Além de atenuar as tensões, na atividade sexual queima-se de 3 a 10 calorias por minuto, em uma média de 100 calorias por relação. A musculatura é enrijecida, devido à contração de músculos como os do abdome, nádegas e pernas. Para as mulheres, vale ressaltar mais uma vantagem: ao melhorar a circulação sanguínea, o sexo ajuda a derrotar a celulite. Mais um ponto na lista de virtudes que o sexo proporciona.
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