Seminário da DRS sobre bovinocultura leiteira reúne produtores e técnicos em discussão sobre a normativa 51
Na sexta-feira, 09/05, aconteceu o seminário da Ação DRS – Desenvolvimento regional Sustentável. Os técnicos e produtores de leite se reuniram para debater a normativa 51 que busca a melhor qualidade do leite para que se possa em breve exportá-lo para paises de primeiro mundo. A bovinocultura leiteira tem sido apoiada por várias entidades regionais e foi a escolhida pelo DRS, realizado pelo Banco do Brasil entre outras entidades que buscam melhorias para a área sem danificar o meio ambiente.

O DRS é uma estratégia negocial do Banco do Brasil que busca impulsionar o desenvolvimento sustentável das regiões onde o Banco está presente, por meio da mobilização de agentes econômicos, políticos e sociais, para práticas de apoio a atividades produtivas economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas, sempre observada e respeitada a diversidade cultural. Em Realeza o Banco do Brasil realiza o projeto em parceria com várias entidades como: Emater, Prefeitura Municipal, Claf, Senar, Realgem, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato Rural, Latco, Cressol e a Coopavel.
No Município de Realeza o DRS irá beneficiar a atividade leiteira. Desde 2006 haviam discussões para decidir qual seria a área apoiada, com várias idéias como por exemplo, a uva, biodiesel, álcool combustível. Dentre todas essas áreas, a bovinocultura leiteira foi escolhida pelo fato de o município ter vocação e também por haver incentivos do governo federal e estadual para esta cultura e também pelas indústrias de leite que estão instaladas na região e futuramente, uma indústria de leite em pó, em Realeza.
Segundo o gerente da agência do Banco do Brasil de Realeza, Ademir Rogério Dittberner, “em uma conversa com o proprietário da indústria de leite em pó, ele nos narrou que um dos fatores que eles decidiram por instalar a indústria de leite em pó em Realeza é porque o município conta com o DRS apoiando a bovinocultura leiteira”.
A palestra do seminário da DRS foram ministradas pelo médico veterinário e instrutor do Senar, Emerson Ferrazza, sobre a inscrição normativa 51, que vem englobar qualidade do produto, desde a questão de produção transporte e a industrialização. Segundo Emerson, isso é uma questão de mercado, não é uma questão em nível de indústria, não é a indústria que quer isso, não somos nós técnicos que queremos isso não, é o ministério da agricultura, ou seja, ou o nosso produto terá qualidade ou não teremos para onde escoar o produto porque ano a ano a produção de leite vem crescendo em taxas de 4% a 4,5% ao ano em nível de Brasil”.
O leite produzido na região ainda tem muito a melhorar na questão qualidade, só assim ele poderá ser exportado para países de primeiro mundo. Se o leite não atingir a qualidade necessária para exportação, em pouco tempo haverá uma super lotação nos mercados, e isso irá acarretar em queda nos preços. “Ou todos trabalham juntos, ou todos afundam juntos”, diz Emerson.  
O trabalho feito com os produtores foi a questão de como eles devem se portar da necessidade que há de melhorias na produção em nível de propriedade. Conforme as melhoras na produção irão acontecendo, a melhoria de preços também acontece. O fato existente é que os consumidores cobram qualidade, e agora os produtores precisam se adequar e suprir esta grande necessidade da população.
Para as indústrias, segundo Claudeni Alves Siqueira (Marrom), gerente administrativo do Latco, a adequação acontece aos poucos e com a normativa 51 os produtores também irão se adequar, porque se não estarão fora da concorrência. A Normativa só vem a somar para indústrias e produtores. Com mais qualidade o leite será mais bem aceito no mercado aumentando assim as vendas e o preço.

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