Universidade Federal de Realeza: discurso ou promessa de campanha?
Na última semana, aconteceu na sede da AMSOP – Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná – em Francisco Beltrão, uma entrevista coletiva reunindo integrantes da comissão Pró-Universidade.

Na ocasião, foi repassado à imprensa o resultado de uma reunião realizada em Brasília no dia 9 deste mês. Célio Bonetti, presidente da Mesorregião, explicou o andamento do processo. “Inicialmente o MEC (Ministério da Educação) havia assumido compromisso de 3 campi, um em cada Estado nas cidades de Erechim – RS, Chapecó – SC, onde seria a sede, e no Paraná em que estava sendo indicado o município de Francisco Beltrão. Mas com a modificação e a ampliação do território do projeto da Universidade, a cidade de Laranjeiras do Sul entrou no trâmite e ficou definida como a cidade do Paraná”, disse Bonetti.
O presidente explanou como o Sudoeste do Estado ingressou no processo. “Com isso, o Sudoeste se sentiu excluído e prejudicado pelo processo e reagiu. O próprio MEC passou a implantar a nossa região no projeto. O grande problema era passar isso na coordenação do movimento Pró-Universidade. Num primeiro momento não se aceitou o Sudoeste. Depois se brigou por 4 campi, incluindo a cidade de Cerro Largo no Rio Grande do Sul, mas o movimento também não aceitou. Para eles era 4 ou 7 campi”, frisou.
Segundo Bonetti, a pressão iniciou com membros da região que brigaram por um campi aqui. “Estava claro ao Governo que seria 5 campi e que esse quinto seria em Realeza. Porém dentro do movimento isso não estava consolidado e só se concretizou nessa reunião do dia 9 de maio em Brasília”, falou Bonetti afirmando ainda que até então haviam duvidas em relação ao campi em Realeza.   
De acordo com Bonetti, após as definições conclusivas, O MEC enviou o projeto para o Ministério do Planejamento para validar orçamento e depois encaminhar para votação no Congresso Nacional. A intenção do movimento é de que a regulamentação seja inclusa na Casa Civil até o dia 30 deste mês. Após essa data irá para votação, porém não se tem uma data definida.
“Tem que estar no Congresso até o dia 30 para depois começar o processo de votação. Não que será votado até o dia 30”, frisou Luiz Perini integrante da Comissão Pró-Universidade.
O prefeito de Realeza discursou que o projeto vai a votação em caráter de urgência. “Temos um acordo de cavalheiros entre as três bancadas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para que não haja emendas a fim de agilizar o processo”.
A avaliação da comissão é de que seja votado antes das eleições para que em 2009 se realize o primeiro vestibular, provavelmente, com prédios alugados, pois, segundo a comissão, não dará tempo de construir as sedes.
Bonetti disse também que a comissão temia a rejeição do projeto e que até o dia 9 de maio, não se sentiam tranqüilos. “Estava consolidado com o Governo, porém o movimento acordou só agora dia 9 porque eles não reconheciam o sudoeste. Eles exigiam mais dois campi se o Sudoeste entrasse. Ninguém imaginava que o movimento reagiria dessa forma, inclusive teve alguém que sugeriu excluir o sudoeste do movimento. Não foi fácil essa briga”.
Agora, Bonetti está confiante e acredita que “não haverá grandes dificuldades para aprovar o projeto. Só se houver algo muito extraordinário na Casa Civil”.
O processo irá para votação na Câmara Federal, depois segue para o Senado para se aprovado nas duas casas, ser sancionado pelo presidente Lula. Porém não se tem data definida e nem garantia da aprovação para este ano.
Se aprovada a Universidade Federal da Mesorregião, serão implantados campi em Cerro Largo – RS – com 3 cursos; Erechim – RS – com 3 cursos; Laranjeiras do Sul - PR – também com 3 cursos; Realeza – PR com 3 cursos e Chapecó – SC – terá 5 cursos e será sede.
Estão previstos no orçamento cerca de 194 milhões de reais para o custeio dos campi. Quanto ao local, segundo a comissão, o MEC visitará todas as cidades para definir os locais a serem construídos os campi.
Os cursos  
Prefeito de Realeza discursou que será discutido com a comissão a definição dos cursos em cada uma das unidades da Universidade Federal.
Para ele, a promessa é fortalecer as potencialidades da mesorregião. “Temos uma idéia, o foco e a vocação da universidade, principalmente na área das Ciências Agrárias e da Medicina para saúde pública”, disse.
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