Girasol torna-se uma alternativa para a agricultura
A safra do girassol tem se tornado uma alternativa para os agricultores do Sudoeste do Paraná. Eleito como a principal matéria prima do biodiesel, o combustível do futuro, o produto tem conquistado as lavouras da região.

Na última sexta-feira, 06, aconteceu em Realeza um dia de campo promovido pela empresa Nidera Sementes, uma das principais empresas de sementes de girassol do País. Reunindo cerca de 30 agricultores, no evento foi repassada toda a tecnologia utilizada para o plantio da semente de girassol, desde
o tratamento da semente, a melhor semente a ser utilizada, a forma de plantar e de colher.
Hoje são cerca de 1.500 hectares de terras plantadas com a cultura, espalhados pelo Sudoeste. Carmelino Junior Ventura, Engenheiro Agrônomo e representante comercial da empresa, afirmou que a cultura deverá ter um acréscimo cada vez mais intenso. “O girassol, em função dos biocombustíveis, passará a ter uma importância ainda maior, pois essa semente tem uma vantagem em relação a soja, porque a soja produz 20% de óleo e o girassol 50%. Isso deverá incentivar os produtores a cultivar a semente”.
Além desse incentivo, os preços tem sido atrativos. “Os custos para a produção é a metade dos custos do milho, por ser uma cultura menos exigente. O produtor gasta em média, R$ 1.500 por alqueire. Para a venda, o preço gira em torno de R$ 40,00 a saca de 60 kg”, disse o Engenheiro.
O Agrônomo explica que a produção é feita duas vezes por ano. Uma é na safrinha de janeiro e fevereiro e outra entre julho e agosto. “Isso também tem incentivado os produtores porque o girassol se torna uma alternativa a mais. Os agricultores não deixam de plantar milho ou soja porque a safra de girassol não impede o plantio e a colheita”, frisa Ventura.
Jesus Roque Porto, de São Roque, Realeza, proprietário da área onde foi realizado o dia de campo frisou ser a primeira vez que cultiva o girassol. Mas, segundo ele, não se arrependeu. “Eu plantei 2.4 alqueires de girassol e acredito que o lucro será muito bom, pois tornou-se uma saída para o inverno. Com o trigo os riscos são maiores, e o girassol é mais resistente nessa época”, disse. Porto explanou que, para o próximo ano, pretende aumentar a área de plantio.
Carmelino Ventura avaliou que o produtor, Jesus Porto, deverá colher cerca de 80 a 100 sacas nessa.
Hoje, 5 empresas da região compram as sementes de girassol. Esse aumento reforça a idéia de que a cultura do girassol tende a ser uma ótima alternativa para os produtores agrícolas.

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