Campanha marca Dia Nacional  de Luta da Pessoa com Deficiência
O Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes foi instituído pelo movimento social em Encontro Nacional, em 1982, com todas as entidades nacionais. Foi escolhido o dia 21 de setembro pela proximidade com a primavera e o dia da árvore numa representação do nascimento de nossas reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições.

Esta data é comemorada e lembrada todos os anos desde então em todos os estados; serve de momento para refletir e buscar novos caminhos em nossas lutas, e também como forma de divulgar as lutas por inclusão social, além de objetivar a reestruturação de cidades, buscando a construção de espaços acessíveis às pessoas com deficiência e adaptando os já existentes, de modo a atender as necessidades das pessoas com deficiência.
Em Pérola D’Oeste, a professora Marizane Thiesen trabalha com a conscientização e o incentivo para que o município ofereça a acessibilidade aos portadores de necessidade especial. Segundo ela, “o grande problema hoje, sem dúvida, são os prédios de uso público. Agências bancárias, hospitais, lojas, restaurantes, calçadas e ônibus todos esses precisam oferecer acessibilidade ao portador de necessidade especial, esta é uma bandeira que todos deveriam levantar. Não basta ter lei, ela tem que ser cumprida e é cumprida na medida em que haja cobrança destas pessoas que tem o poder de mudar isso, de adaptar de fato de acordo com as necessidades”.
O analfabetismo junto a essas pessoas é uma grande realidade, poucos tem acesso a escolas e pouco se oferece a eles nas instituições de ensino, de acordo com a professora, primeiro passo é o preparo pedagógico para receber e poder ajudar a essas crianças a terem um futuro melhor, por isso, o professor deve estar em constante busca de informações, participando de cursos e palestras e tirando proveito destes assuntos, interagindo com estas pessoas.
A conscientização junto aos alunos deve ser bem intensa, a receptividade aos alunos portadores de necessidades por parte dos outros, devera ser trabalhada para que não haja exclusão por parte deles. Este é um dos fatores mais delicados nesta fase de inclusão.
Entre o fator pedagógico e relacional, outro fator que explica a baixa escolaridade é a falta de estrutura física para receber estes alunos portadores de deficiência.
Segundo as diretrizes em que a escola trabalha, na qual a professora Marizane leciona, “é de direito garantir ao portador de deficiência a inclusão ao estudo e acesso ao conhecimento em igualdade ao oferecido ao aluno sem o porte de necessidade especial, a facilitação a uma vida comunitária e a contribuição para formar em um todo, seres socialmente úteis”.
Conforme panfleto de conscientização que circulou na Escola Rural Municipal de Tiradentes, uma das frases pode-se destacar, sendo ela: “as pessoas com deficiência não reivindicam benefícios que tenham características de dádivas, privilégios ou concessões, mas reivindicamos o que é de pleno direito delas como cidadãos de um país e seres humanos integrais”.
“Todos nós professores e alunos somos autores do movimento e defendemos a unidade como instrumento capaz de garantir conquistas. Apenas uma ação conjunta consciente e com poder de pressão pode esclarecer e mobilizar o Estado e a sociedade para o movimento de inclusão as pessoas com deficiência”, enfatiza a professora.
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