O que é bulimia nervosa?*

A bulimia nervosa está relacionada a uma grande ingestão de alimentos durante um período curto de tempo, seguida da sensação de perda de controle.


Após o episódio de compulsão alimentar, o indivíduo provoca vômitos (um método de “purgação”), usa laxantes e/ou diuréticos, assim como pode fazer exercícios físicos em excesso. A purgação surge, a princípio, como uma tentativa de um “falso” alívio, uma vez que os pacientes acreditam que seja possível eliminar 100% do que foi ingerido através dos vômitos induzidos - o que não é verdade.

 

Este transtorno é mais frequente em mulheres jovens e adolescentes, mas pode ocorrer também em homens e em diferentes idades, sendo que ambos estão em busca do corpo magro idealizado pela mídia, cultura e imaginário coletivo. Contudo, a bulimia é difícil de ser identificada, pois os pacientes mantêm o seu peso e tentam esconder seus episódios de compulsão. Porém, alguns outros sinais também podem ser observados, como cansaço, azia, dores abdominais, irregularidade menstrual, sonolência, cáries, certo isolamento social e irritabilidade.

 

Pessoas que sofrem com a bulimia apresentam insegurança e baixa autoestima, estabelecendo uma relação simplista entre a conquista do afeto das pessoas que deseja e a “posse” de um “corpo perfeito”, conforme os padrões de beleza impostos pela indústria da beleza e pela sociedade do consumo. Além disso, é importante pensar como a família e a rede social das pessoas afetadas pode participar na manutenção ou no enfrentamento dos sintomas, sendo fundamental a participação dessas pessoas no processo de acolhimento dos bulímicos, que deve ser realizado por profissionais de saúde.

 

Neste sentido, o tratamento consiste em um trabalho multi e interdisciplinar, com nutricionista, psicólogo e médico. Deve-se levar em conta que tais pacientes apresentam medos ou angústias. Portanto, uma postura interessante é promover a expressão emocional dessas pessoas, sem desqualificá-las ou julgá-las, colaborando no desenvolvimento de recursos emocionais voltados para a mudança do comportamento social e alimentar.

 

* Essa notícia foi escrita por Giovana Paludo Giombelli e Joseane Carla Schabarum (ambas acadêmicas do curso de Nutrição da UFFS) sob a orientação da professora Renata Orlandi.

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