Ferrovia no Sudoeste deve custar R$ 6 bilhões e virar realidade em 2033
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A divulgação do edital da Nova Ferroeste pelo governo do Estado renovou a expectativa pelo desenvolvimento logístico da região Sudoeste por meio de trilhos.

É que o documento contempla também a construção de um ramal ligando Cascavel a Chapecó e é a oportunidade mais concreta de viabilizar a ligação nos últimos 30 anos, desde que lideranças regionais debatem a construção do ramal.

O documento apresentado pelo Estado ainda é uma prévia do edital oficial e está aberto para consulta pública e coleta de sugestões da sociedade até 15 de julho. O que será levado para a Bolsa de Valores do Brasil será a cessão onerosa de cinco contratos celebrados com o Ministério da Infraestrutura. O projeto inclui o trecho Cascavel-Chapecó, com 286 km.

O lance mínimo é de R$ 110 milhões para obter os contratos de concessão e autorização, com perspectiva de atrair algum grupo estrangeiro ou trading, que opere com commodity. Quem arrematar a ferrovia será responsável pelo projeto completo, com 1.567 quilômetros de extensão. Primeiro será executado o trecho entre Cascavel e Paranaguá e depois o vencedor do leilão terá dois anos para decidir se vai construir os outros ramais, que conectam Cascavel a Maracaju (MS), Foz do Iguaçu e Chapecó.

“Costumo dizer que esse é um projeto com DNA paranaense, mas com solução nacional, visto que o drama logístico do Norte do Rio Grande do Sul, Oeste de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná é o mesmo. A Nova Ferroeste vai transformar a infraestrutura do Sul do País definitivamente”, ressaltou o coordenador do Plano Ferroviário do Paraná, Luiz Henrique Fagundes.

Investimento de R$ 6,4 bi
Em um dos modelos de contrato constam detalhes sobre o ramal que passaria pela região Sudoeste. O trecho teria 286 km e um cronograma que segue até 2033. O valor previsto para esta ligação ferroviária é de R$ 6,4 bilhões. A viabilidade e o interesse em construir o trecho dependem de estudos a serem feitos pelo vencedor do leilão, que irá administrar a ferrovia por 70 anos.

Uma das novidades trazidas com mudanças recentes na legislação brasileira é a possibilidade de empresas e cooperativas construírem por conta própria pequenas linhas férreas, chamadas de short lines.

O Estado já levantou e indicou a existência de sete polos geradores de cargas com potencial para a implantação de pequenas linhas férreas. Um deles é em Francisco Beltrão. Cada quilômetro de trilhos construído custaria cerca de R$ 10 milhões. JdeB com Rádio Ampére.

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